ENQUANTO STF ANUNCIA ENVIO DE REAJUSTE DE 26% AO CONGRESSO NACIONAL, PGR LIMITA PROPOSTA DO MPU A 8%

As movimentações em torno da valorização dos servidores registraram um contraste marcante nesta semana: enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) anunciou o envio ao Congresso Nacional da proposta de recomposição salarial de 8% ao ano em 2026, 2027 e 2028 para o Judiciário Federal (PJU), a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou aos servidores do Ministério Público da União (MPU) apenas um único reajuste de 8% em julho de 2026, sem garantir simetria com o Judiciário.

O presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, confirmou que a proposta de recomposição será formalizada e enviada ao Congresso ainda nesta semana. O texto prevê reajuste de 8% em cada um dos três anos subsequentes (2026, 2027 e 2028), de forma cumulativa.
Segundo informações divulgadas pela Fenajufe, falta apenas uma assinatura para o envio do projeto pelo Supremo Tribunal Federal ao Legislativo.

Já para os servidores do MPU, reunião com a subprocuradora-geral da República e secretária-geral do MPU, Eliana Péres Torelly de Carvalho, ocorrida na segunda-feira (22), frustrou as expectativas de simetria entre o MPU e o PJU, uma vez que a PGR apresentou a proposta de um reajuste único de 8% em julho de 2026, sem previsão de novos acréscimos.
A reunião também tratou do PL 3084/2025, sobre o adicional de qualificação (AQ), mas não trouxe avanços significativos.

A ANATECJUS reafirma a atuação permanente pela isonomia entre o Judiciário Federal e o MPU e pela redução do abismo salarial entre Técnicos e Analistas. A entidade seguirá mobilizada para garantir que a valorização alcance, de forma justa, todos os servidores que constroem diariamente a Justiça brasileira.

Da assessoria de imprensa, Caroline P. Colombo

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